segunda-feira, 7 de março de 2011

És Nostro Carnaval!

Prefiro falar sobre segurança pública. A primeira crítica que pensei em por aqui não seria esta. Seria sobre uma matéria publicada no site Fazendo Média em relação ao racha no Clube dos 13. De uns dias pra cá, pensei melhor e resolvi não escrever.
Hoje quando vinha pra casa, fui assaltado em Cascadura. Tudo bem, dei mole porque não prestei atenção nas pessoas ao redor (não havia nenhuma na minha frente e nenhuma atrás). Um sujeito de mais ou menos 1 metro e 70, gordo, branco, de cavanhaque, boné e mochila pôs a mão no meu ombro e exigiu a carteira. Virei bruscamente e o vi exigindo novamente a carteira ameaçando atirar em mim com uma pistola que não parecia ser verdadeira (o correto é não pagar pra saber se é verdadeira). Tentei levar ele na conversa e preservar meus documentos, mas não tive sucesso. Até gritei alto porque vi algumas pessoas se aproximando, mas ele logo se intrometeu no meio da multidão que se aproximava. Todos fingiram que não o viram e ele foi olhando pra trás preocupado.
Tudo bem que dei mole pedindo pra ser assaltado andando às 23 horas pelo viaduto de Cascadura com poucas pessoas pela rua. Essa é uma das épocas comuns a isso, mas isso também não exime o estado pela falta de policiamento ali. O curioso disto é que alguns metros a frente, na avenida Intendente Magalhães, havia carros da PM de sobra porque estava acontecendo um desfile de blocos.
Sei que o carnaval é uma festa cultural, a mais importante do país, gera lucro com o turismo, blá-blá-blá; mas é pra “inglês ver”. Nos dias de hoje, o carnaval é uma mercadoria. Enquanto uma área estava sendo policiada, outras estão esquecidas. De que adianta policiar um local com a desculpa de as pessoas poderem ter segurança nele, mas quando essas mesmas pessoas voltarem pra casa não terem a mínima segurança?
Não há sentido em proteger uma área em detrimento das demais.

Sperle

Um comentário:

Edson Lima disse...

Quase que passamos despercebidos quando estamos caminhando em meio as pessoas que vão e voltam, que andam com seu norte definido. No entanto não percebemos que estamos sobre o olhar do predador a todo momento, sendo ele visivel ou não aos nossos olhos. Há aqueles que definem a segurança como a forma de termos o direito de ir e vir efetivamente adquirido. Outros têm a ilusão de que havendo representantes de seguraça pública [policiais] estaremos a salvo. Eu prefiro fazer como os suricatos, pequenos mamífero da África do sul, estar sempre vigilante, observando todos angulos possiveis. Alguns dirão: - Não podemos viver com medo! Eu digo não é medo é alerta. Enquanto se festeja o carnaval e gastasse milhões para recuperação das chamadas cidades do entretenimento e seus representantes [escolas de samba], pós incendio. Nos vemos entregues a esse tipo de situação, insegurança. Falta-nos tudo [educação,saúde,lazer,qualidade de vida etc],e a cidade está estacionada sob a neblina do crime maquiado de palhaço feliz[UPP]. Permanecemos sozinhos, e isso não posso falar do suricato citado acima que vive em grupos familiares sólidos. Nós [soberbos]que procuramos e dizemos ser superiores aos [nobre] animais "irracionais", não conseguimos ajudar um "irmão" em situação desesperadora; por vezes o medo nos petrifica, ou [provavelmente] o individualismo nos fez ficar tão frios que mal conseguimos ser humanos.